Cinco Círculos do Amor – Bert Hellinger

O Seminário Anual dos Alunos iDESV, ano 2017, compartilha com você uma compreensão mais profunda do tema “Criando Opções, seguindo Oportunidades”.

Parte desse seminário gira em torno de um olhar mais profundo para os cinco círculos do amor!

“Um Lugar para os Excluídos”, de Bert Hellinger | iDESV

Veja como a sequência dos Cinco Círculos do Amor podem ajudar a enxergar uma boa forma de criar novas opções e agarrar as melhores oportunidades rumo ao êxito e à felicidade de maneira mais leve.

Preparamos carinhosamente um resumos das páginas 65 a 75 do Livro “Um Lugar para os Excluídos”, de Bert Hellinger, que vai ajudá-lo a entender melhor cada momento.

Os Cinco Círculos do Amor

Primeiro círculo: Os pais

O primeiro círculo do amor começa com o amor recíproco de nossos pais, como um casal. Foi desse amor que nascemos. Eles nos nutriram, abrigaram e protegeram por muitos anos.

 

Faz parte desse amor que amemos também os antepassados de nossos pais, também eles, através de seus pais e avós, vincularam-se a um destino especial, assim como nós nos vinculamos ao seu destino.

 

A esse destino nós também assentimos com amor. Então olhamos para nossos pais e nossos antepassados e dizemos amorosamente a eles: “Obrigado”. Este é o primeiro círculo do amor.

Segundo círculo: Infância e Puberdade

O segundo círculo do amor é a infância e puberdade. Tudo que os pais me deram, os cuidados que tiveram por mim, dia e noite perguntando-se: “Do que essa criança está precisando?”, tudo isso eu recebo deles com amor.

 

Os pais sabem o que isso lhes custou e o que significa para eles. Tudo que aconteceu na minha infância eu aceito agora – inclusive que meus pais não tenham visto alguma coisa, que tenham cometido erros ou que algo de insano tenha acontecido.

 

Os filhos não podem suportar o desnível que sentem em relação ao seus pais, principalmente quando não sabem que a verdadeira compensação do que receberam dos pais consiste em transmitir isso a outros – especialmente mais tarde seus próprios filhos.

 

Quando os filhos percebem que é possível compensar tudo que receberam de seus pais transmitindo a outros o que receberam, aprendem a lidar com que receberam e aprendem o que fazer com isso. A vantagem dessa atitude é que não precisam negar nada que receberam dos pais. Podem tomar tudo, porque sabem que o repassarão.

Terceiro círculo: Dar e tomar

O adulto consegue igualmente dar e tomar, é mais fácil dar do que tomar porque eu me sinto superior. O verdadeiro tomar não comporta exigências.

 

Tomar o amor, como uma pessoa entre outras, tem grandeza. Quando posso tomar dessa forma também posso dar, o dar começa com o correto tomar. Uma arte elevada, trata-se de tomar valorizando o que se toma.

 

Nas relações adultas é importante que cada pessoa possa, de algum modo tomar a outra. Essa é a compensação mais importante. Não é preciso que ambas deem na mesma medida, mas que tomem para sim na mesma medida. O ato de tomar reciprocamente é o mais difícil, ele une mais profundamente pois ambos estão na posição de quem necessita.

 

Quando um casal toma totalmente seus pais, eles deixam fluir aquilo que veio de seus pais e então se dão reciprocamente, a partir dessa plenitude.

 

Como pessoas adultas devemos dar sem esperar receber do outro algo que ele não pode dar-nos. Essa atitude nos dá força para nos tornarmos pais ou mães. Nela, o tomar se completa e começa a transmissão, o intercâmbio de gerações. Este é o terceiro círculo.

Quarto círculo do amor: Concordar com todos os seres humanos

O quarto círculo do amor ultrapassa os limites da consciência, nele eu concordo com todas as pessoas da minha família como são, inclusive os excluídos e difamados. Aqui se trata da plenitude interna, isto é todos os que pertencem a minha família ganham um lugar em minha alma. 

 

Somente quando incluo em minha alma e em meu amor é que me sinto pleno e inteiro. O mesmo movimento em que incluo em meu amor o que até agora foi excluído ou temido, eu estendo em seguida, a todos os seres humanos.

Quinto círculo do amor: Concordar com o Mundo

O quinto círculo do amor se dirige a humanidade, ao mundo enquanto tal. Aqui se trata de concordar com o mundo como ele é. Isso diz respeito a capacidade de reconciliação entre os povos, por exemplo. 

 

Este é o amor universal, que sabe que somos movidos por poderes superiores, ultrapasso a estreiteza e atinjo um nível espiritual.